21 de janeiro de 2013

Crayon.


            Olhava pela vidraça empoeirada da janela do quarto e via a chuva cair torrencialmente. A fumaça do cigarro barato enevoava seus olhos e a maquiagem escorria pelo rosto. Como uma chuva negra. Uma mescla de lágrimas e Crayon. Como ela podia ter feito aquilo? Ligado tão tarde da noite, com a voz mais bonita existente, chamando-a como antigamente...

         Como diria não? Não conseguia ser assim. Mesmo depois de tudo, não a deixaria lá, sozinha, clamando por carinho.

         Carinho que ela mesma havia dispensado meses antes.

         Tudo havia sido como se nunca houvesse existido um basta entre elas. Entendiam-se tão bem..! Não precisavam falar, explicar, dizer palavras simplesmente para gastarem tempo.

         Ah, o tempo... Como tudo havia passado rápido. Num momento, a Felicidade. No outro, o Basta. E agora, o Chamado.

         Olhando para o lado, via as coisas dela espalhadas por toda parte. Calcinha, bota, cachecol, vestido.. O vestido preto que lhe dera de aniversário.

         A escolha havia sido bem pensada...

         Ao longe, o som do chuveiro se misturava com o cair da chuva. Não era fácil imaginá-la debaixo daquela água quente, lavando seus cabelos longos e avermelhados em meio a todo o vapor. Mas elas nunca haviam tomado banho juntas.. Era como uma regra não falada, mas prontamente seguida. Não que não fosse do seu desejo deixar-se relaxar junto dela.

         Mas não.

         E naquele momento, elas não eram mais do que duas pessoas compartilhando algo já não mais completo. Como um espelho remendado.

         Levantou-se e foi até o espelho da cômoda. Os perfumes ainda se achavam lá. Todos doces. Não havia nenhum do seu agrado. Detestava perfumes. Mas eram dela.

         Apagou o cigarro e começou a retirar a maquiagem que lhe enfeitava sombriamente o rosto magro. Aquele Crayon a deixava com os olhos vermelhos, mais vermelhos que o normal. Sua pele estava grudenta e, agora percebia, ela havia deixado um pequeno arranhão em sua bochecha. Lembrança, pensou.

         Sentiu o celular vibrar sobre a cômoda, coberto por peças de roupa. Era o dela. Uma mensagem. Suspirando, pegou-o e clicou na tela.

         “19h. Pontual, como sempre. Espero em frente. Te amo.”

         Paul.
         O remetente.
         “Te amo”...

         Olhou para o espelho e se viu, encarando uma realidade crua e mais vívida do que os momentos passados naquele quarto algumas horas antes. Nada mudaria, pois já havia mudado.

         E precisava ir. Acendeu um cigarro, vestiu seu casaco preto e coturnos militares. Destrancou a porta e recebeu a chuva fria em seu rosto, molhando qualquer vestígio de lágrima que pudesse existir.

18 de janeiro de 2013

O Estrangeiro Fantasma






        

          Um dia frio. Bem mais frio do que costuma ser. Choveu por todo o decorrer da manhã e só há pouco se estancou o chorar dos deuses. Sim, eles estão decepcionados – inclusive comigo -, assim como eu estou. No muito molhado caminho de volta do trabalho, que já devo ter percorrido centenas de vezes, me deparo com uma paisagem nunca vista ou até mesmo sentida antes. O que me espanta é justamente este fato. Será que ao fazer o caminho de ida eu estou ainda dormindo para nunca ter visto todos aqueles arbustos, aquelas flores, aquela vida que reflete como uma manhã radiante de verão, aquela vida que cheira a liberdade? Será que ao voltar para casa estou sempre demasiado cansado e entediado para não ver aquele longo caminho de inspiração? Estou me tornando mais um parafuso nessa complexa máquina, nesse aglomerado de sujeira encoberta pelos imensos tapetes da ignorância!
         
          Embora minha mente insista sempre em me deixar alerta quanto a isso, embora a chuva de hoje tenha me lavado a alma e os olhos, fazendo-os brilhar novamente, não parece haver caminho seguro a se seguir por aqui, nesse amontoado de caixotes que mais parecem grandes e aconchegantes celas de uma prisão invisível, uma prisão invertida, pois quanto mais se pensa que é livre, mais se está preso. Prisão corporal e da mente, um eterno confinamento de corpos e pensamentos - quando estes existem -, e em ambos o cárcere é produto do medo, em todas as suas impiedosas formas. "Veja o quanto nosso sistema de proteção é eficiente!"; "Olhe só o tamanho dessa muralha!"; "Bom dia, jovem! Temos câmeras, alarmes, cercas, botão do pânico...". Pra qualquer lado que se vá, pra onde quer que você olhe é sempre a mesma coisa, as mesmas peças em corpos diferentes. Os vírus agem assim, vagarosamente, célula por célula multiplicam-se, sem dar sinal que estão por ali. Quando se percebe já é tarde demais. Não é tarde demais! Minha cabeça está marginal a isso tudo, mas meu corpo parece estar cada vez mais dependente em permanecer nessa engrenagem.
         
          Observo minh’alma saindo pelo umbigo – e ela também me observa -, tentando escapar desse corpo quase infectado, mas ambos resistem e esta luta parece não ter fim. Presos um ao outro, vão continuar assim enquanto eu tiver controle sobre meus atos, pois sobre a mente eu já não tenho certeza. Não! Não é isso que eu quero, mas seria permitido ter que me adequar enquanto amadureço - como creio que venho fazendo - não com felicidade, mas mesmo assim muito bem? - pergunto-me. Marginal a isso tudo, um estrangeiro. Aonde procurar pelo antídoto? Existe antídoto? Concluo que eu sou o antídoto, eu sou a minha própria cura, só eu posso ser, porém ao mesmo tempo sou a perdição! Sou? Nem eu me conheço. Olho ao meu redor agora e tenho convicção de que estou mesmo perdido nesta selva, e que os prazeres de sua complexidade não me pertencem. Até quando aguentar? Por que não surtar de uma vez, se é por essa liberdade que minha mente se rebela? Mais uma vez me perco em perguntas. Seria isso uma evolução?


17 de janeiro de 2013

Mnhia dcoe e qeudria Ecsirta...

Escrever...

Que mágica essa tal de Escrita!

Letrinhas unidas em prol de inúmeros significados...

Mê de um:
A!
M!
O!
R!
Temos o quê? O quê?

Amor... Amora, Ramo, Roma, Omar, Oram, Morar...

Omar vai morar em Roma, onde pessoas oram por amor, perto de árvores frondosas do ramo daquelas que nos dão amora...


Sou eu a escrever?
Sim!
Sou eu a própria escrita?
Sim!

E não.

Opino por ela, mas crio por ela.
Sincerizo e também fantasio.
Digo que sim ou que não, sem me comprometer...

Depende, sempre depende!

Divago e opino.
Critico e bobageio.
Escrevo, escrevo, escrevo.
E nada digo!

Ou digo muito, pouco escrevendo.

Dou vida a mundos e coloro o meu.
Sou, sem ser.
Nem sou, sendo.

Ah, escrita...
Doce objeto da minha obsessão...
És tão Falsa e Verdadeira quanto os
Desejos que esconde.
Deusa da vontade de quem tem apenas 
um Objetivo Real.


Torná-la Escrita.

12 de janeiro de 2013

Esquerdismo, Imperialismo e Revisionismo!

    

 Por: Thiago Vidal - Vermelho à Esquerda

     

Um jovem que se diz revolucionário mas não é comunista, é um uma pessoa num quarto trancado com uma venda e de mãos amarradas. Não enxerga seu caminho, seu objetivo, não tem ferramentas para atingi-lo, não sabe o que faz, nem para onde vai. Não existe a luta por uma sociedade “mais igualitária”, existem dois modelos conhecidos, um excludente e desigual, outro igualitário, não existem outras gamas, porque são modelos de apenas duas classes, classes estas que a História provou ter interesses antagônicos.

O grande capital nunca conciliar-se-á com os interesses de seus súditos, pois se uma empresa abrisse mão de seus lucros, perderia seu principal propósito que é o de lucrar cada vez mais. O intuito de toda aglomeração de capital, das grandes empresas, é controlar nichos cada vez maiores de mercados e a ideia de igualdade do capital é justo essa, uma meritocracia forjada, onde a escola dos liberais, austríaca, Friedman, Mises, acreditam seriamente que uma empresa criada em um dia pode concorrer em igualdade com uma megacorporação dominante do mercado. Ignoram dois conceitos básicos, a capacidade do capital de gerar mais capital, fazendo com que quem tem mais dinheiro, sempre possa gerar mais riqueza, e a propriedade do capital de distorcer e influenciar o próprio mercado.

Um exemplo do capital gerando mais capital são os bancos, expandindo infinitamente sua capacidade de produzir riqueza e engolindo todos os recursos a sua volta, tomando casas, carros, bens de inadimplentes. Outro exemplo seria do capital distorcendo o mercado, a capacidade de manipulação e propaganda faz com que um país onde as pessoas não tenham casa, e/ou comida, consumirem produtos como tablets, como pode um mercado carente de produtos de necessidade básico, ter uma demanda por algo dispensável a vida humana? A resposta está no modelo do Antigo Regime: Existe em toda nação um Primeiro e Segundo-Estado que consomem supérfluos, pois não tem o padrão de renda igual ao do resto da população, a classe média alta de um país X, não tem um perfil tão diferente da classe média dos EUA, eles respondem ao mesmo perfil e cumprem o mesmo papel no capitalismo. Por isso há uma ideia cosmopolita dessa classe, no capitalismo as fronteiras são mero referencial para pessoas, mas o fluxo de capital é livre. Sendo assim, as sociedades não são divididas entre nacionalidades e uma Divisão Internacional do Trabalho, cada país tem sim seu papel de contribuição com o capitalismo internacional, mas no âmbito de pessoas e mercado de consumo, há uma casta que consome e outra que é explorada.

Por isso em um mesmo país há uma classe que consome em abundância, enquanto outra conta as migalhas, a diferença entre o Terceiro-Mundo e o Primeiro-mundo, é que no Terceiro-Mundo, se você dividisse tudo produzido sem mudar o sistema, não seria suficiente para todos, e no  Primeiro-mundo, você poderia fartamente manter todos em um nível digno de vida, sem haver ricos, nem miseráveis. Inclusive, Marx previu a revolução socialista no centro do capitalismo, não em sua periferia, por isso há um certo problema prático ao se levar em conta as particularidades dos países da periferia, a sua luta pela emancipação histórica, liberta-se da submissão internacional, tudo isso muitas vezes se confunde com o discurso da esquerda marxista, mas sempre caem no vício da social-democracia, acreditam que com uma autonomia internacional maior, poderá desenvolver um capitalismo reformado, menos excludente. Só ignoram a natureza do próprio sistema que tem como intuito gerar cada vez mais riqueza, concentrando cada vez mais as riquezas entre um grupo cada vez menor de indivíduos, sendo que a estrutura que possibilita essa produção de riqueza, é a circulação da mesma, e quanto mais concentrada a riqueza, menos ela circula, gerando as crises cíclicas do capitalismo. É como uma corrente elétrica, uma vez interrompida em qualquer ponto, a energia deixa de fluir em todo o sistema, como na Crise de 29, quando a bolsa dos EUA, condenou todo o capitalismo, é uma propriedade do capitalismo ser supranacional, o Estado é mera ferramenta do imperialismo, não existem um interesse do Estado, existe um interesse do capital. Os EUA não têm de fato necessidade de petróleo, possuem uma capacidade tecnológica de produzir energias alternativas, a necessidade de petróleo coincide é com a necessidade de lucro de um mercado, assim como a necessidade de lucro de sua indústria bélica. A maior prova disso é a desaprovação da maioria da população das intervenções militares, não é um interesse da comunidade que representa o Estado, mas das empresas visando seu lucro e utilizando o Estado como ferramenta.

O imperialismo não tem bandeira, a burguesia não tem pátria, o que importa é salvar seus investimentos, seus lucros. Por isso, não deve haver divisões entre os trabalhadores, por isso o comunismo é internacionalista, porque é impossível um país resistir sozinho a toda uma estrutura internacional criada para proteger o capitalismo, diferente de quando quase metade do mundo era comunista.

Por isso não se deixe enganar, a social-democracia é um mero instrumento de iludir os trabalhadores, mas não enfrentar os antagonismos históricos de classe, e renegar a luta de classes, tem um custo muito alto, existe um momento em que esses interesses não tem mais como seguirem paralelos, os projetos encontram seus pontos antagônicos e é quando o Estado burguês ressurge ou vai a falência. Um exemplo seria a Grécia, o Estado social-democrata faliu, não existem condições de se manter como está, só há duas opções, uma revolução da classe trabalhadora, ou aceitar passivamente todas as medidas de austeridade e a refundação do Estado-liberal, sendo o Estado social-democrata também um Estado essencialmente burguês, mas com suas limitações, uma armadilha para os inocentes e despolitizados.

                                                                                      

                                                                                                          *




          Há tempos venho planejando escrever sobre tal assunto mas, como já devem ter percebido, prefiro mais me expressar, aqui, através da subjetividade fictícia do que através da objetividade e compromisso da opinião. Curiosamente ao visitar uma das páginas frequentes em meu dia-a-dia, me deparei com este ótimo texto que expressa uma opinião muito parecida com a minha, quiçá idêntica. 

          São tantos os fatores que fazem do modelo capitalista insustentável que, se fossemos citar todos eles e explicar detalhadamente, escreveríamos alguns livros, porém acho muito importante que se cite aqui a sua incompatibilidade com a capacidade finita do planeta em oferecer recursos naturais. Talvez só este assunto já renderia muitas páginas de argumentação, mas isso fica para um futuro texto, de opinião própria preferencialmente.


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Texto escrito por Thiago Vidal e retirado do blog Vermelho à Esquerda.

10 de janeiro de 2013

Horizonte Futuro





          Grandes olhos escuros, a poucos centímetros, que pareciam estar conectados aos meus. Nada desviaria aqueles olhares, ou melhor, aquele olhar, pois de tão sincronizados e sinceros já haviam se tornado um só. Dois corpos pareciam um, apesar de ainda não terem se tocado já estavam se sentindo. Sentia sua face junto à minha, fazendo-me arrepiar. A respiração também entrou em sintonia, eu respirava por ela e ela por mim. Aquilo era como um beijo eterno do qual eu nunca tinha provado, aquele que nunca aconteceu. Seu cheiro de doce inocência que parecia metanfetamina, misturado com o cheiro de roupa limpa e suor frio. Sim, estávamos conectados mais do que nunca, mesmo sem o toque. Tudo ao redor daquele corpo ficara amarelo e o vento parou. Nada mais envelhecia. Era um buraco negro, uma supernova. O magnetismo daquele corpo era surpreendente. Não, eu não resistiria. Por um instante olhei para aqueles lábios, sem que ela percebesse. Ando tendo muito sono REM. Eu sei que ela sentia o mesmo, tenho certeza, mesmo sem ainda saber o timbre da sua voz. Eu estava perdido, estava em um labirinto em que não eram permitidas cobaias nem pesquisadores, nunca havia sido. Qual o meu mérito de estar perdido? Aproximam-se os corpos e as faces, muito lentamente e há um leve piscar daqueles castanhos olhos. Aproveito o momento para analisar cada detalhe daquele lindo rosto, que parecia obra de Picasso, e mais uma vez ela não percebeu. Meu cérebro trabalha a mil e meus olhos além da velocidade da luz. Estou dopado? Cada sutil movimento, cada informação, nada escapa da percepção da águia. Por anos imaginei aquele sorriso da forma mais bela possível, mas agora, para minha surpresa, ele é mais belo ainda. Minha atormentada imaginação cria um longo filme que roda sem parar no brilho dos meus olhos. Tudo parece flutuar. Sou uma máquina. Não consigo demonstrar nada, nem sequer mover um músculo do meu rosto, estou atônito. Isto está acontecendo? Suas mãos se abrem como um leque. Querem me envolver. Dizem que um corpo em movimento continua em movimento. Estarei eu a sonhar? O que meus olhos veem contradiz qualquer lei desse mundo, seja ela física ou sentimental. Velocidade máxima a pairar na minha frente, longos cabelos negros que se moviam rapidamente, parados na horizontal. Ao fundo toca uma música bem baixa. Seria o mar? Ela não parece estar ouvindo, parece ser Jazz, mas me lembra uma do Ramones e está fazendo meu peito dançar num ritmo eletrônico. Preciso respirar. Inspirar... O vento volta a soprar e as folhas a cair. Hiroshima vai ao chão, eu vou aos céus num êxtase e agora nós estamos a pairar. Meu relógio não avançou mais que dois segundos. Não vejo mais nada, não me importo. Estamos mais do que nunca conectados. Só agora pude mostrar a verdade ao meu cérebro que insistia em acusar-me de mentir a ele, só então ele soube que a realidade nem sempre nos fode e que não precisa mais criar tantas ilusões para me proteger de tal. A realidade nos pertence, fazemos dela a nossa mais querida inimiga, e fazemos daquele momento a realidade imperfeita ideal. Não estou sonhando, não desta vez, estou apenas olhando para o horizonte.


9 de janeiro de 2013

É história. É poesia.




Entre outras coisas, você vai descobrir que não é a primeira pessoa a ficar confusa e assustada, e até enojada, pelo comportamento humano. Você não está de maneira nenhuma sozinho nesse terreno, e se sentirá estimulado e entusiasmado quando souber disso. Muitos homens, muitos mesmo, enfrentaram os mesmos problemas morais e espirituais que você está enfrentando agora. Felizmente, alguns deles guardaram um registro de seus problemas. Você aprenderá com eles, se quiser. Da mesma forma que, algum dia, se você tiver alguma coisa a oferecer, alguém irá aprender alguma coisa com você. É um belo arranjo recíproco. E não é instrução. É história. É poesia.”

J.D. Salinger em “O apanhador no campo de centeio”.

4 de janeiro de 2013

O mar da vida

por Bia Sz


Fico pensando em como a vida pode ser como o mar
Tão cheio de surpresas, belezas, mistérios...
um infinito de possibilidades ao nosso alcance
mas ao mesmo tempo inalcançáveis...
O mar se compõe de estradas da vida.
Amostras estas, pequenas ou grandes,
de curta ou longa duração...
Inúmeras composições biológicas que formam um todo Vivo e intenso
Assim como a vida, o mar tem suas marés,
que levam e trazem notícias para perto ou longe de nós.
Através das marés é que percebemos como tudo passa e se transforma
sem deixar de ser parte daquilo que sempre foi: O mar em seu esplendor.
A vida é tão indescritível quanto as águas dos oceanos...
Tão mágicas e imperfeitas quanto às ondulações que batem retornam às rochas...
Tudo isso me faz pensar em como amo o mar.
Pois se o amo, logo vejo que amo a vida.